PÓS-JOGO: Chelsea 4-0 Crystal Palace



Chelsea venceu o Crystal Palace por 4-0 com gols de Chilwell, Zouma, e Jorginho (2) em Stamford Bridge pela 4ª rodada da Premier League e se tornou o clube com mais vitórias em clássicos londrinos na história da competição. São 133 vitórias e apenas 1 derrota em casa nos últimos 11 jogos contra os rivais da cidade. 

O retrospecto contra o Crystal Palace é favorável. Na história, são 30 vitórias, 15 empates e 12 derrotas em 57 jogos. Na Premier League, são 17 vitórias, 2 empates e 4 derrotas em 23 jogos. A última derrota foi em outubro de 2017 por 2-1 durante a temporada 2017/18. Desde então, são 6 vitórias consecutivas.



Para essa partida, houveram 6 alterações na escalação em relação ao time que enfrentou o West Brom. Só no setor defensivo foram 4 mudanças, com Mendy, Chilwell, Zouma e Azpilicueta de titulares. Foi o primeiro jogo com a defesa, considerada por muitos, como a titular da equipe. No meio, Kovacic deu lugar para a presença de Jorginho. No ataque, Hudson-Odoi foi titular no lugar de Mason Mount. Pulisic e Ziyech ainda não estão disponíveis para iniciar jogos, mas o norte-americano deu um passo importante na sua recuperação e foi relacionado para o jogo.

Algo que devemos destacar é que a ausência de Pulisic tem feito Frank Lampard escalar Tammy Abraham de 9, deslocando Timo Werner de sua melhor posição e deixando-o aberto pela esquerda. Na prática, não funciona dessa maneira. O alemão é atacante e geralmente se posiciona em faixas centrais, deixando a ponta esquerda vazia e sobrecarregando a área ao lado de outro atacante. 



Há uma grande mentira contada várias vezes que se tornou verdade sobre o posicionamento de ponta-esquerda de Timo Werner no Leipzig. Mapa de calor mostra o local onde o jogador recebeu a bola, não exatamente seu posicionamento. Leipzig não jogava em 4-2-3-1 ou 4-3-3, mas com dois atacantes, geralmente com alas e três zagueiros. Com isso, Angelino ocupava a faixa pela esquerda e Werner era um dos atacantes do time. 

O mapa de calor de Werner realmente mostra que ele recebia a bola pela esquerda, mas isso acontecia porque recebia a bola em profundidade para atacar as costas da defesa lateral. No Chelsea, querem que ele se associe e receba passes de costas para a defesa. Desse jeito, não funciona. Werner precisa de passe em profundidade, espaço para acelerar, semelhante ao Aubameyang no Arsenal, por exemplo.

Enquanto Frank Lampard insistir em acomodar Tammy Abraham de 9, Timo Werner não jogará com 100% de sua capacidade técnica. Seus 0 gols na Premier League não me deixam mentir. Há uma expectativa que abra mão desta ideia com retorno de Christian Pulisic. 


O Chelsea teve total controle da partida durante todos os 90 minutos, limitando o xG do Crystal Palace em apenas 0.1 enquanto administrava um sólido 2.51 de xG. Isso é incrível porque geralmente o clube tem enormes dificuldades contra times muito fechados e acaba sofrendo gol em contra-ataque. Dessa vez, Chelsea controlou todas as fases do jogo e não deu chances para o adversário em nenhum momento. 

O domínio do Chelsea foi tão absurdo que, aos 22 minutos de jogo, administrava 82% de posse bola e já tinha trocado 172 passes, enquanto o adversário só tinha trocado 23 passes (apenas 2 no último terço do campo). Defesa, meio-campo e ataque funcionaram. Há uma nítida evolução no sistema defensivo e uma pequena piora no sistema ofensivo, mas precisamos destacar que estamos procurando um melhor equilíbrio entre as fases do jogo e ainda não houve nenhum jogo com ataque titular. Talvez a gente consiga atingir nosso melhor com o retorno de Pulisic e Ziyech. 


Crystal Palace estava fechado, compacto, negando espaços e o Chelsea não conseguia penetrar dentro da área e não tentava arriscar finalizações de fora e nem mesmo driblar o oponente. Era jogo que tinha aroma de um 0-0 sem brilho, até que Hudson-Odoi forçou o erro da defesa e teve espaço para cruzar a bola na área. Abraham falhou no cabeceio, Havertz prendeu a marcação, Werner corrida pro lado oposto quando percebeu a chegada de Chilwell em posição de finalização, que chutou firme para abrir o placar.

O segundo gol surgiu em cobrança de escanteio, indiretamente. Chilwell cobrou o escanteio e a defesa cortou, sobrou para Hudson-Odoi na entrada da área e ele devolveu para o lateral. Com uma assistência perfeita, Chilwell colocou a bola na cabeça do Zouma para fazer o 2-0.



O terceiro e o quarto gol foram marcados de pênalti por Jorginho. O primeiro pênalti foi sofrido por Tammy Abraham e o segundo por Kai Havertz. Antes da cobrança do segundo pênalti da partida o centro-avante inglês arrumou problema em campo ao desrespeitar a hierarquia. Existe um cobrador oficial de pênaltis por uma razão. É uma decisão técnica sobre quem é melhor no fundamento. Jorginho é este cara. Perdeu pouquíssimos pênaltis em toda a sua carreira e merece ser o batedor de pênaltis do Chelsea. 

Abraham pegou a bola, imediatamente Timo Werner pediu a ele para bater, mas a cobrança era de Jorginho. Azpilicueta agiu como verdadeiro capitão e entregou a bola para Jorginho enfim cobrar o pênalti e fazer 4-0 para o Chelsea.


Estatísticas do Jogo:



Destaques Individuais:







O próximo compromisso do Chelsea é no sábado, 17/10, às 11h (horário de Brasília), contra o Southampton no Stamford Bridge.